45 - A ordem e as leis naturais também procedem de Deus?

Sim, também a ordem e as leis naturais pertencem à Criação de Deus. [339, 346, 354]

O ser humano não é uma "folha em branco". Ele está impregnado da ordem e das leis naturais que Deus inscreveu na Sua Criação. Um cristão não faz simplesmente "o que quer". Ele sabe que provoca danos a si mesmo e ao meio ambiente quando nega as leis naturais, quando utiliza as coisas contra as suas regras e quando quer ser mais esperto que Deus, o seu Criador. O ser humano exige demais de si quando se quer reformular radicalmente.

As árvores e os astros ensinar-te-ão o que nunca poderás aprender dos mestres. São Bernardo de Claraval (1090-1153, segundo Fundador da Ordem de Cister)

44 - Quem criou o mundo?

Deus é que, para lá do tempo e do espaço, tirou o mundo do nada e chamou todas as coisas à existência. Tudo quanto existe depende de Deus e tem, assim, durabilidade no Ser porque Deus quer que assim seja. [290-292, 316]

A criação do mundo é, de certa forma, uma "obra comum" da Santíssima Trindade. O Pai é o Criador, o omnipotente. O Filho é o sentido e o coração do mundo: «Por Ele e para Ele tudo foi criado.» (Cl 1,16) Só sabemos para que serve o mundo quando conhecemos Cristo; com Ele compreendemos que o mundo tende para um fim: a Verdade, a Bondade e a Beleza do Senhor. O Espírito Santo mantém tudo na existência; Ele é que «dá vida» (Jo 6,63).

Pois fizestes todas as coisas e pela Vossa vontade existem e foram criadas. Ap 4,11

43 - O mundo é porventura produto do acaso?

Não. A causa do mundo é Deus, não o acaso.
Ele não é um produto de factores sem sentido, tanto no que concerne à sua origem, como no que diz respeito à sua ordem interna e ao seu fim. [295-301, 317-3, 320]

Os cristãos acreditam que podem ler o manuscrito de Deus na Sua Criação. João Paulo II, em 1985, confrontou os cientistas que falam da totalidade do mundo como um processo casual, sem sentido e sem fim: «Perante este Universo em que estão patentes uma tão complexa organização dos seus elementos e uma tão maravilhosa orientação final na sua existência, falar de acaso seria o mesmo que abdicar de procurar a explicação do mundo tal como se nos apresenta. De facto, isto seria o mesmo que aceitar efeitos sem causa. Tal significaria a renúncia do entendimento humano, que assim rejeitaria o pensamento e a procura de uma solução para os problemas.» -> 49

Não somos o produto casual e sem sentido da Evolução. cada um de nós é fruto de um pensamento de Deus. Cada um é desejado, cada um é amado, cada um é necessário. Bento XVI, 28.04.2005