61 - Em que consiste a igualdade de todo o ser humano?

Todos os seres humanos são iguais na medida em que têm origem no mesmo e único amor criativo de Deus. Todos os seres humanos têm em Jesus Cristo o seu salvador. Todos os seres humanos estão ordenados a encontrar em Deus a felicidade e a eterna bem-aventurança. [360-361]

Assim, todos os seres humanos são irmãos e irmãs. Os cristãos devem viver a solidariedade não apenas com os outros cristãos, mas com todos os seres humanos, opondo-se energicamente à desintegração da família humana, causada por motivos racistas, sexistas e economicistas. -> 280, 517

Abre a tua boca a favor dos que não têm voz, pela causa de todos os fracos. Pr 31,8

60 - Por que razão é Jesus o maior modelo do mundo?

Jesus é singular não apenas porque nos mostra a vera essência de Deus, mas também porque é o verdadeiro ideal do ser humano. [358-359, 381]

Jesus foi mais que um ser humano ideal. Até os pretensos seres humanos ideais são pecadores. Por isso, nenhum ser humano pode ser a medida do ser humano. Jesus, por seu turno, não cometeu pecado. Só com Jesus Cristo, «em tudo igual a nós, excepto no pecado» (Hb 4,15), compreendemos o que significa "ser humano" e o que faz a humanidade ser, no mais autêntico sentido da expressão, infinitamente digna de amor. Jesus, o Filho de Deus, é o ser humano verdadeiro por excelência. N'Ele reconhecemos o que Deus pretende do ser humano.

Ele tornou-Se naquilo que somos, para poder fazer de nós aquilo que era. Santo Atanásio de Alexandria (ca. 295-373, doutor da Igreja)

59 - Para que criou Deus o ser humano?

Deus fez tudo para o ser humano. Deus criou o ser humano, «a única criatura a ser querida por Deus em si mesma» (Gaudium et spes, nº 24), para ser feliz. Isso acontece na medida em que ele conhece Deus, O ama, O serve e vive com gratidão diante do seu Criador. [358]

A gratidão é o amor reconhecido. Quem é grato volta-se, na liberdade, para o Autor do Bem e começa com Ele uma relação nova e mais profunda. Deus gostaria que conhecêssemos o Seu amor e vivêssemos desde já toda a nossa vida numa relação com Ele. Esta relação permanece eternamente.

Se a única oração que fizesses em toda a tua vida fosse apenas "Eu Te agradeço!", isso já bastaria. Mestre Eckhart (ca. 1260-1328, dominicano e místico)

58 - O que significa dizer que o ser humano foi criado à "imagem de Deus"?

Ao contrário das coisas sem vida, das plantas e dos animais, o ser humano é uma pessoa dotado de espírito. Esta propriedade vincula-o mais a Deus que às outras criaturas visíveis. [355-357, 380]

O ser humano não é algo, mas alguém. Assim como dizemos que Deus é pessoal, dizemos o mesmo do ser humano. Um ser humano logra pensar para além do seu horizonte imediato e estimar toda a amplitude do ser; ele até consegue, a uma distância crítica, conhecer-se a si próprio e trabalhar em si mesmo; enquanto pessoa, ele pode perceber os outros, compreendê-los na sua dignidade e amá-los. Entre todas as criaturas visíveis, apenas e ser humano é «capaz de conhecer e amar o seu Criador» (Concílio Vaticano II, Gaudium et spes, nº 12). O ser humano está ordenado a viver em amizade com Ele. (Jo 15,15)

Reconhece-te como imagem de Deus e envergonha-te se te revestires de uma imagem estranha! São Bernardo de Claraval

57 - Como deve proceder o ser humano para com os animais e as outras criaturas?

O ser humano deve honrar o Criador nas criaturas, relacionando-se com elas séria e cuidadosamente. Os seres humanos, os animais e as plantas têm o mesmo Criador, que por amor os chamou à existência, daí que seja profundamente humano o amor às criaturas, sobretudo aos animais. [344, 354]

Embora seja permitido ao ser humano utilizar e alimentar-se de animais e plantas, ele não os deve, porém, fustigar ou tratar barbaramente. Isso contradiz a dignidade da Criação, tal como acontece com a exploração da terra quando ocorre com cega avidez.

As criaturas da terra sentem todas como nós. As criaturas aspiram todas por felicidade, como nós. As criaturas da terra amam, sofrem e morrem todas como nós.  Portanto, as criaturas do Criador omnipotente são iguais a nós, são nossas irmãs. São Francisco de Assis

56 - O ser humano tem um lugar especial na Criação?

Sim, o ser humano é topo da Criação, porque Deus o criou à Sua imagem (Gn 1,27). [343-344, 353]

A criação do ser humano é nitidamente distinta da criação dos outros seres vivos. O ser humano é pessoa, isto é, ele pode, pela vontade e pela inteligência, decidir-se pelo amor ou contra ele.

Quando contemplo os céus, obra das Vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes, que é o ser humano para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes? Fizestes dele quase um ser divino, de honra e glória o coroastes. Sl 8,4-6

55 - Podemos relacionar-nos com os anjos?

Sim. Podemos invocar a ajuda dos anjos e pedir-lhes intercessão junto de Deus. [334-336, 352]

Cada pessoa recebe, de Deus. um anjo da guarda. É bom e conveniente rezar ao anjo da guarda, em benefício seu ou dos outros. Os anjos, por iniciativa própria, também se podem fazer perceptíveis na vida de um cristão, como, por exemplo, quando são portadores de uma mensagem ou se fazem bons companheiros. A fé nada tem a ver com os anjos esotéricos.

O ser humano não anjo nem animal, e a sua infelicidade consiste em que, quando ajguém faz dele um anjo, acaba por fazer dele um animal. Blaise Pascal

54 - O que são os anjos?

Os anjos são criaturas de Deus, puramente espirituais, que têm inteligência e vontade. Não são corporais nem mortais e normalmente não são visíveis. Vivem constantemente na presença de Deus e transmitem aos seres humanos a vontade de Deus e a Sua protecção. [328-333, 350-351]

Um anjo, escrevia o cardeal Joseph Ratzinger, «é, por assim dizer, o pensamento pessoal com que Deus Se dedica a mim». Ao mesmo tempo, os anjos dedicam-se totalmente ao seu Criador. Eles ardem de amor por Ele e servem-n'O dia e noite. Nunca cessa o seu canto de louvor. Na Sagrada Escritura, designam-se por "diabos" ou "demónios" os anjos que renegaram a Deus.

Porque Ele mandará aos Seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Na palma das mãos te levarão, para que não tropeces em alguma pedra. Sl 91,11-12

53 - O que é o inferno?

A nossa fé designa por "inferno" o estado do definitivo distanciamento de Deus. Opta por aquele estado quem, em presença de Deus, vê claramente o amor e, apesar disso, não o aceita. [1033-1036]

Jesus, que conhece o inferno, fala dele como de «trevas exteriores» (Mt 8,12). Dito à nossa maneira, ele é mais frio que quente. Supomos, com calafrios, que seja um estado de entorpecimento total e isolamento desesperado de tudo o que traz à vida ajuda. alívio, alegria e conforto. -> 161-162

No fim, estarão de pé, diante de Deus, dois grupos de pessoas: aqueles que dizem a Deus "Seja feita a Vossa vontade!", e aqueles a quem Deus diz "Seja feita a vossa vontade!. os que estão no inferno optaram todos por ele. C. S. Lewis

52 - O que é o Céu?

O Céu é o ambiente de Deus, a morada dos anjos e dos santos, e a meta da Criação. Pela expressão "Céu e Terra" designamos o todo da realidade criada. [325-327]

O Céu não é um lugar no espaço sideral. É um estado no Além. O Céu é onde a vontade de Deus acontece sem resistência, O Céu é, portanto, quando a Vida está presente em elevada densidade e felicidade, uma Vida como ninguém encontra na Terra. Quando, um dia, com a ajuda de Deus, formos para o Céu, estará à nossa espera algo que o «olho não viu, o ouvido não ouviu e não subiu ao coração de nenhum ser humano: o que Deus preparou para aqueles que O amam». (1 Cor 2,9). -> 158, 285

Caminhai na Terra com os pés, mas estejai com os corações no Céu. São João Bosco (1815-1888, santo da juventude)

51 - Se Deus tudo sabe e tudo pode, porque não evita o mal?

«Deus só permite o mal para fazer surgir dele algo melhor.» (São Tomás de Aquino) [309-314, 324]

O mal do mundo é um mistério sombrio e doloroso. O próprio Crucificado perguntou ao Seu Pai: «Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonaste?» (Mt 27,46). Muito dele é incompreensível. mas de algo temos a certeza: Deus é cem por cento bom. Ele nunca pôde ter sido o autor de algo mau. Deus criou o mundo bom, embora ainda não aperfeiçoado. Com violentas faltas e penosos processos, ele desenvolve-se até à definitiva perfeição. Pode distinguir-se aquilo a que a Igreja chama mal físico, como um deficiência ingénita ou uma catástrofe natural, do mal moral, que atinge o mundo pelo abuso da liberdade. O "inferno na terra" - crianças-soldado, atentados suicidas, campos de concentração... - é geralmente operado por seres humanos. A pergunta decisiva não é, portanto, «Como se pode crer num Deus bom, se há tanto mal?», mas «Como poderia o ser humano, com coração e inteligência, suportar a vida neste mundo se não existisse Deus?» A morte e a ressurreição de Cristo que o mal não tem a primeira nem a última palavra: do pior dos males Deus fez surgir o bem absoluto. Nós cremos que Deus, no Juízo Final, acabará com toda a injustiça.
Na vida do mundo vindouro, o mal não terá mais lugar e o sofrimento acabará. -> 40,286-287

Nenhum sofrimento é absurdo. Está sempre alicerçado na Sabedoria de Deus. São Tomás de Aquino

50 - Que papel desempenha o ser humano na Providência Divina?

O aperfeiçoamento da Criação pela Providência Divina não acontece apenas nas nossas costas. Deus convida-nos a colaborar no aperfeiçoamento da Criação. [307-308]

O ser humano pode rejeitar a vontade de Deus. Melhor, porém, faz ele se se tornar um instrumento do amor divino. Madre Teresa, na sua vida terrena, esforçou-se por pensar assim: «Sou apenas um pequeno lápis na mão de Nosso Senhor. Ele pode apontar ou afiar o lápis. E pode escrever ou desenhar aquilo que Ele quiser e onde Ele desejar. Se o escrito ou o desenho forem bons, apreciamos não o lápis ou o material empregue, mas aquele que os utilizou.» Quando, de igual modo, Deus age em nós e através de nós, nunca deveríamos confundir o nosso pensamento, os nossos planos e actos, com a acção de Deus. No fundo, Ele não precisaria do nosso trabalho; mesmo na ausência deste, nada Lhe faltaria.

Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Paz!
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor;
onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão;
onde houver Discórdia, que eu leve a União;
onde houver Erro, que eu leve a Verdade;
onde houver Dúvida, que eu leve a Fé;
onde houver Desespero, que eu leve a Esperança;
onde houver Trevas, que eu leve a Luz;
onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria!
Senhor, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado!
Oração de são Francisco de Assis

49 - Porventura Deus guia o mundo e a minha vida?

Sim, mas de um modo misterioso. Deus conduz tudo ao seu aperfeiçoamento, por caminhos que só ele conhece. O que Ele criou não cai um instante das Suas mãos. [302-305]

Deus actua tanto nos grandes factos da História como nos mais pequenos acontecimentos da nossa vida pessoal; contudo, Ele não belisca a nossa liberdade como se fôssemos marionetas dos seus planos eternos. Em Deus «vivemos, movemo-nos e existimos« (Act 17,28). Deus está presente em todas as vicissitudes da nossa vida, mesmo nas ocorrências dolorosas e nos supostos acasos, aparentemente sem sentido. Deus também escreve direito pelas linhas tortas da nossa vida. O que Ele nos tira e o que nos dá, as situações em que Ele nos fortalece e as circunstâncias em que nos põe à prova... tudo isto constitui ocasiões e sinais da Sua vontade. -> 43

A confiança na Providência Divina é a fé firme e viva de que Deus nos pode ajudar e nos ajudará. Que Ele nos pode ajudar, é evidente, pois Ele é omnipotente. Que Ele nos ajudará, é seguro, porque Ele, em muitas passagens da Sagrada Escritura, prometeu e foi fiel a todas as Suas promessas. Beata Teresa de Calcutá

48 - Para que criou Deus o mundo?

«O mundo foi criado para a glória de Deus.» (Concílio Vaticano I, Dei Filius) [293-294, 319]

Não há outro motivo para a Criação que não seja o amor. Nela se manifesta a majestade e a glória de Deus. louvar a Deus não significa, porém, aplaudir o Criador. O ser humano não é um espectador da obra da Criação. Para ele, "louvar" Deus significa estar agradecido, juntamente com toda a Criação, pela própria existência. -> 489

O que te fez também sabe o que quer fazer contigo. Santo Agostinho

47 - Porque descansou Deus no sétimo dia?

O repouso de Deus, depois do trabalho, aponta para o aperfeiçoamento da Criação, que se encontra além de todo o esforço humano. [349]

Se é verdade que o ser humano trabalhador é o jovem parceiro do seu Criador (Gen 2,15), ele não pode, contudo, redimir a terra com a sua labuta. A meta da Criação é «os novos céus e a nova terra» (Is 65,17), realizada pela redenção que nos é concedida. Por isso, o descanso dominical, um antegozo do descanso celeste, encontra-se acima do trabalho, o qual nos prepara para ele. -> 362

A glória de Deus é o ser humano vivo. A vida do ser humano é, todavia, ver Deus. Santo Irineu de Lião

46 - Porque descreve o Livro do Génesis a criação como uma «obra de seis dias»?

Na metáfora da "semana de trabalho", coroada por um dia de descanso (Gn 1,1-2,3) exprime-se quão boa, bela e sabiamente ordenada é a Criação. [337-342]

Do simbolismo da "semana de trabalho" podem deduzir-se relevantes postulados: 1. nada há que não tivesse sido chamado à existência pelo Criador. 2. Tudo quanto existe é, à sua maneira, bom. 3. Mesmo aquilo que se tornou mau tem uma essência boa. 4. Os seres e as coisas criadas estão mutuamente relacionados e orientados. 5. A Criação reflecte, na sua ordem e harmonia, a extraordinária bondade e beleza de Deus. 6. Na Criação existe uma hierarquia: o ser humano está sobre os animais, os animais sobre as plantas, as plantas sobre a matéria não vivificada. 7. A Criação caminha para o grande festim em que Cristo recolherá o mundo em Sua casa, tornando-Se Deus «tudo em todos» (1Cor 15,28) -> 362

Não creiais que Deus nos proíbe totalmente de amar o mundo. Não! Devemos amá-lo porque tudo aquilo a que Ele deu existência é digno do nosso amor. Santa Catarina de Sena (1347-1380, mística e doutora da Igreja)

45 - A ordem e as leis naturais também procedem de Deus?

Sim, também a ordem e as leis naturais pertencem à Criação de Deus. [339, 346, 354]

O ser humano não é uma "folha em branco". Ele está impregnado da ordem e das leis naturais que Deus inscreveu na Sua Criação. Um cristão não faz simplesmente "o que quer". Ele sabe que provoca danos a si mesmo e ao meio ambiente quando nega as leis naturais, quando utiliza as coisas contra as suas regras e quando quer ser mais esperto que Deus, o seu Criador. O ser humano exige demais de si quando se quer reformular radicalmente.

As árvores e os astros ensinar-te-ão o que nunca poderás aprender dos mestres. São Bernardo de Claraval (1090-1153, segundo Fundador da Ordem de Cister)

44 - Quem criou o mundo?

Deus é que, para lá do tempo e do espaço, tirou o mundo do nada e chamou todas as coisas à existência. Tudo quanto existe depende de Deus e tem, assim, durabilidade no Ser porque Deus quer que assim seja. [290-292, 316]

A criação do mundo é, de certa forma, uma "obra comum" da Santíssima Trindade. O Pai é o Criador, o omnipotente. O Filho é o sentido e o coração do mundo: «Por Ele e para Ele tudo foi criado.» (Cl 1,16) Só sabemos para que serve o mundo quando conhecemos Cristo; com Ele compreendemos que o mundo tende para um fim: a Verdade, a Bondade e a Beleza do Senhor. O Espírito Santo mantém tudo na existência; Ele é que «dá vida» (Jo 6,63).

Pois fizestes todas as coisas e pela Vossa vontade existem e foram criadas. Ap 4,11

43 - O mundo é porventura produto do acaso?

Não. A causa do mundo é Deus, não o acaso.
Ele não é um produto de factores sem sentido, tanto no que concerne à sua origem, como no que diz respeito à sua ordem interna e ao seu fim. [295-301, 317-3, 320]

Os cristãos acreditam que podem ler o manuscrito de Deus na Sua Criação. João Paulo II, em 1985, confrontou os cientistas que falam da totalidade do mundo como um processo casual, sem sentido e sem fim: «Perante este Universo em que estão patentes uma tão complexa organização dos seus elementos e uma tão maravilhosa orientação final na sua existência, falar de acaso seria o mesmo que abdicar de procurar a explicação do mundo tal como se nos apresenta. De facto, isto seria o mesmo que aceitar efeitos sem causa. Tal significaria a renúncia do entendimento humano, que assim rejeitaria o pensamento e a procura de uma solução para os problemas.» -> 49

Não somos o produto casual e sem sentido da Evolução. cada um de nós é fruto de um pensamento de Deus. Cada um é desejado, cada um é amado, cada um é necessário. Bento XVI, 28.04.2005

42 - Pode alguém aceitar a Evolução e simultaneamente crer no Criador?

Sim, a fé está aberta aos conhecimentos e às hipóteses das ciências naturais. [290-292]

A teologia não tem competência científico-natural, nem a ciência natural tem competência teológica.
A ciência natural não pode excluir dogmaticamente que na Criação haja processos orientados para um fim; por seu turno, a fé não pode definir como eles se concretizam no curso do desenvolvimento da Natureza. Um cristão pode aceitar a Teoria da Evolução como um modelo explicativo eficaz, desde que não caia no erro do evolucionismo, que vê no ser humano um produto casual de processos biológico. A -> EVOLUÇÃO pressupõe sobre o "onde" deste "algo". De igual modo, a biologia não pode responde" a perguntas àcerca do "ser", da "essência", da "dignidade", da "missão", do "sentido" e do "porquê" do mundo e do ser humano.
Tal como o evolucionismo, num extremo, também o -> CRIACIONISNO, no outro, é uma ultrapassagem de limites; os criacionistas tomam ingenuamente à letra os dados bíblicos (como a idade da Terra e os seis dias da criação).

EVOLUÇÃO (lat. evolutio = acção de desenrolar, desenvolvimento)
Trata-se da alterção formal dos organismos ocorrida durante milhões de anos. Numa perspectiva cristã, a Evolução corresponde à Criação contínua de Deus, realizada através de processos naturais.

CRIACIONISMO (lat. criatio = criação)
A concepção de que o próprio Deus, segundo o esquema do Livro dos Génesis, criou a Terra por acção directa e de uma só vez.